Uma estrutura muito usada e muito útil no combate às drogas, são as clínicas de recuperação e reabilitação.

Existem várias e de diversos tipos.
 

O sistema de saúde pública no Brasil possui algumas opções de tratamento, embora seja preciso considerar todas as dificuldades e problemas que a saúde pública enfrenta.
 

Escassez de recursos fazem com que as filas em busca de apoio, internação e tratamento, se ampliem numa proporção maior do que as opções que se tornam disponíveis.
 

Mesmo assim, o sistema público de saúde brasileiro, gasta mais de 1 bilhão de reais ao ano com internações de dependentes.
 

Existe uma rede de clínicas particulares, de todos os portes e todos os custos, que apresentam bons resultados, mas envolvem alguma espécie de investimento, sempre.
 

Os custos de um tratamento no sistema público de saúde, envolvendo aproximadamente 70 mil pacientes por ano, com uma verba anual aproximada a 1 bilhão de reais, determina que o custo médio por internação é de 14 mil reais.

Claro que precisamos considerar todos os prejuízos, desvios, desperdícios e toda a sorte de perdas, normalmente associadas ao serviço que envolve a máquina pública.
 

É por isto que, ao mencionarmos o valor de 14 mil reais para uma internação no sistema público, precisamos considerar que boa parte deste valor se perde em meio a processos burocráticos, desperdício e corrupção, tão comuns na máquina administrativa.
 

No universo das clínicas particulares, encontramos as mais diversas opções, com escolhas médias que variam entre 5 e 20 mil reais para uma internação de 90 dias em média.
 

Existem outras opções bem mais caras, chegando facilmente acima dos 100 mil reais por internação, mas estas opções estão restritas a uma parcela muito pequena, quase insignificante da população.

 

Os índices de sucesso:
 

O sucesso dos tratamentos junto às clínicas de reabilitação está associado a uma série de variáveis.
 

Provavelmente, a mais relevante, esteja relacionada com o tipo de droga envolvida.
 

Drogas de origem natural, como a maconha, por exemplo, tendem a possuir uma taxa de recuperação mais elevada, pois os níveis de dependência costumam ser mais brandos, o que facilita o processo de recuperação.
 

Estudos indicam que a maconha consegue atingir índices superiores a 50% de recuperação em seus pacientes.
 

As drogas classificadas como químicas, são bem mais poderosas, provocando sensações mais intensas, na mesma proporção em que também torna a dependência muito mais poderosa.
 

A questão é que as drogas químicas provocam alterações no conjunto cerebral, nas partes mais nobres do cérebro, criando formas de dependência onde o indivíduo vira completo refém, não exercendo nenhum tipo de controle sobre o vício.
 

Nestes casos, a recuperação gira em torno dos 20% em seus picos de sucesso, e costuma se estabilizar numa média em torno de 10%.
 

As drogas consideradas fulminantes, como o crack, por exemplo, nunca atingem taxas de recuperação superior a 10%, não existem registros confiáveis de que este índice possa ser superado.
 

É muito pouco? Sim, é realmente pouco demais, mas isto também serve para demonstrar o tamanho do problema.

O álcool costuma obter índices satisfatórios de recuperação, superando com facilidade os 60%, com picos que podem superar levemente os 70% de taxa de recuperação.

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